domingo, 5 de dezembro de 2010

Reflexões sobre as TICs

Recentemente tive a oportunidade de ler um texto* sobre as TICs, nas perspectivas de Paulo Freire e Bakhtin, remetendo à necessidade de refletir sobre os recursos tecnológicos não como meros recursos técnicos ou meios que veiculam conteúdos pedagógicos, mas como novos processos de aprendizagem que oferecem possibilidades de renovar ou mesmo romper com a concepção do modelo tradicional da educação. Recortei alguns tópicos para reflexão:
“Mais importante que a tecnologia, é a práxis do educador e vice-versa, o que confere sentido e significado à comunicação”
“... é preciso considerar que a presença das novas tecnologias nos processos educativos – presenciais ou a distância – vem se difundindo amplamente nos últimos anos, o que nos obriga, e obrigará cada vez mais, a repensar estratégias de formação do professor/leitor em educação.”
“...Para ele(referindo-se a Freire) uma liderança que não seja dialógica está mantendo o ‘dominador’ dentro de si mesma, como uma sombra...Diante disso é necessário um olhar vigilante, amoroso e atento sobre nós mesmos, se queremos, de fato, sermos transformadores.”
“...o educador cujo diálogo seja polifônico (poético) tenderá a respeitar os alunos e orientará a mistura de suas falas e vozes, não no sentido ainda restrito do consenso, mas em uma abordagem plural, pois a heterologia ou pluridiscursividade (Bakhtin) é uma das características do dialogismo polifônico e constitui, do ponto de vista da pedagogia do oprimido (Freire), um diálogo rumo à emancipação...”
“...mais importante que os meios (a tecnologia), é a práxis do educador com os educandos – e vice-versa ...”
“sob uma perspectiva dialética as TICs podem alcançar os objetivos de uma comunicação efetivamente libertadora; se tomarmos decisões conscientes sobre os meios e sua função no processo educativo. Caso contrário, cria-se a ilusão de democracia e de interatividade em uma realidade que é, de fato, fabricada pela mídia e os donos do poder.”
“...novos processos de aprendizagem que oferecem possibilidades de renovar ou mesmo romper com a concepção do modelo tradicional da educação instaurando uma outra práxis comunicacional.”
* elaborado por: Raquel de Almeida Moraes – pesquisadora e professora da Universidade de Brasília; Ângela Correia Dias e Leda Maria Rangearo Fiorentini – estudantes de pós-graduação da Universidade de Brasília/DF, Julho – 2006, Revista Unirevista, vol. I, nº 3.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As TICs estão aí: nossos alunos são nativos e nós imigrantes.... e agora??

Com o desenvolvimento das TICs - Tecnologia de Informação e Comunicação muitos estudiosos estão vislumbrando mudanças no cenário educacional brasileiro. Quanto mais acesso as pessoas tiverem às novas tecnologias e garantida a sua interação com as novas ferramentas, maior a probabilidade de democratização do conhecimento e maiores serão os nossos desafios para acompanhar todo esse processo dentro da sala de aula. Segundo Prof. Moran (www.eca.usp.br/prof/moran), doutor no assunto, essa nova geração de alunos são "nativos" digitais e nós, (uma minoria de professores) somos imigrantes.A formação dos professores é um dos desafios a ser enfrentado, por isso coloco esta questão para debate, acredito que a troca de experiência será muito enriquecedora. Se você tiver algo a dizer, mesmo não sendo professor, fique a vontade para postar as suas idéias.

Ser professor nos dias de hoje... temos que rever nossos conceitos!!!

Recebi em meu e-mail e repasso para crítica. Afinal quem realmente ensina???

Só para professores!!! 
Nem Cristo aguentaria ser um professor nos dias de hoje.....

                          
O Sermão da montanha  
                            (*versão para educadores*)
 Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
 - "Em verdade, em verdade vos digo:
 Felizes os pobres de espírito, porque  deles é o reino dos céus.
 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque  serão saciados.
 Felizes os misericordiosos, porque eles..."
 Pedro o interrompeu:
 - Mestre, vamos ter que saber isso de cor? 
André perguntou:
-É pra copiar?
 Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
 
Bartolomeu, quis saber:
- Vai cair na prova?
 João levantou a mão:
-Posso ir ao banheiro?
 
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
 Judas Tadeu, defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
 Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
 
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
 Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
  
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão, nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
 - Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para o levantamento dos conhecimentos prévios?

 
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversaise atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapase reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. E vê lá se não vai reprovar alguém! Lembre-se que você ainda não é professor titular... 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Professora, sim!

Às vezes me questiono o que é ser professora nos dias de hoje, refiro-me àquele professor polivalente... àquela categoria predominantemente composta por mulheres...; enfim, referiro-me àquele profissional que enfrenta muitos desafios no dia-a-dia escolar. Assim pensando, resolvi criar este blog para colocar minhas angústias, expectativas, ações assertivas e outros assuntos, contribuindo, de forma colaborativa, para melhoria da prática pedagógica: a minha e daquele ou daquela que por aventura navegar por este blog.