Numa matéria de
um grande jornal do estado de São Paulo, publicada em 23 de julho deste ano, aborda uma
denuncia contra o candidato à presidência do Brasil, Aécio Neves.
Segundo a
notícia, Aércio desapropriou terrenos pertencentes à sua família, durante seu
governo em Minas Gerais. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público
e a denúncia caminha com levantamento dos acontecimentos das gestões de seus
parentes políticos tais como seu avô, Tancredo Neves, e seu tio-avô, cunhado de
Tancredo e dono do terreno que foi desapropriado por Aécio, para construção de
um aeroporto.
O caso complica,
pois envolve a fortuna da família de Aécio e os acertos políticos entre os
governos, já que seu tio utilizou, segundo consta, verbas públicas, na década
de 80, para abrir uma pista em sua fazenda, com o apoio do governador da época,
Tancredo Neves.
Entre os
“disse-me-disse” ou “é ou não é”, emerge da matéria uma intenção de fomentar
uma discussão eleitoreira, levando o leitor a uma situação de julgamento com
dados superficiais e contraditórios, justamente por tratar-se de um caso que
ainda não está resolvido e parece estar longe de ser solucionado.
Um leitor mais
crítico percebe na matéria, uma fonte de briga pela liderança política,
semelhante a um cabo de guerra: por um lado os petistas (situação) puxam para
enriquecer a máquina com mais votos; por outro lado, os tucanos puxam para se
defender e segurar seus votos.
Eleição é isso? Qual
a intenção deste tipo de notícia? Em época de eleições, o mercado jornalístico
parece um campo minado, onde os leitores necessitam de informações congruentes
e de uma postura crítica adequada, para não ser levado por uma maré de
informações contundentes, tendenciosas e antiéticas.
Eugênia Braga
Jornalista e Pedagoga


