domingo, 27 de julho de 2014

Influência da notícia nas eleições.

Numa matéria de um grande jornal do estado de São Paulo,  publicada em 23 de julho deste ano, aborda uma denuncia contra o candidato à presidência do Brasil, Aécio Neves.
Segundo a notícia, Aércio desapropriou terrenos pertencentes à sua família, durante seu governo em Minas Gerais. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público e a denúncia caminha com levantamento dos acontecimentos das gestões de seus parentes políticos tais como seu avô, Tancredo Neves, e seu tio-avô, cunhado de Tancredo e dono do terreno que foi desapropriado por Aécio, para construção de um aeroporto.
O caso complica, pois envolve a fortuna da família de Aécio e os acertos políticos entre os governos, já que seu tio utilizou, segundo consta, verbas públicas, na década de 80, para abrir uma pista em sua fazenda, com o apoio do governador da época, Tancredo Neves.
Entre os “disse-me-disse” ou “é ou não é”, emerge da matéria uma intenção de fomentar uma discussão eleitoreira, levando o leitor a uma situação de julgamento com dados superficiais e contraditórios, justamente por tratar-se de um caso que ainda não está resolvido e parece estar longe de ser solucionado.
Um leitor mais crítico percebe na matéria, uma fonte de briga pela liderança política, semelhante a um cabo de guerra: por um lado os petistas (situação) puxam para enriquecer a máquina com mais votos; por outro lado, os tucanos puxam para se defender e segurar seus votos.

Eleição é isso? Qual a intenção deste tipo de notícia? Em época de eleições, o mercado jornalístico parece um campo minado, onde os leitores necessitam de informações congruentes e de uma postura crítica adequada, para não ser levado por uma maré de informações contundentes, tendenciosas e antiéticas.
Eugênia Braga
Jornalista e Pedagoga

terça-feira, 15 de julho de 2014

Meu artigo - revista nº 18 - maio/2014.
Política, Educação e Mídia
por Eugênia Braga

A mídia entendida como um conjunto de instituições que utiliza tecnologias específicas - rádio, televisão, papel impresso, computadores, celulares, internet, entre outras, para realizar a comunicação humana, ocupa espaço centralizado nas sociedades contemporâneas e está presente nas atividades humanas como na educação e na política.
Segundo Venício A. de Lima, jornalista e sociólogo, em matéria publicada na revista USP, sobre sete teses de mídia e política no Brasil, afirma que as pessoas tomam decisões no cotidiano por meio do conhecimento público, que é construído pelo contato com a mídia. Assim um importante papel da mídia é o de construir realidades através da representação da vida humana: branco/ negro, masculino/feminino; novo/velho, certo/errado, entre outros, formando opiniões.
A política, conforme Norberto Bobbio, citado na revista, introduz a política no espaço conceitual democrático como “governo do poder visível” ou “governo do poder público para o público”. Há uma relação direta e conveniente entre a política, como atividade pública visível, e a mídia, por tornar pública a própria política.
Existe uma tendência de culpar os veículos midiáticos pelas mazelas do mundo. Muitas pessoas, entre elas os políticos, voltam suas críticas mais inflamadas à internet, apontando-a como propulsora da desordem social, procurando formas de controlar ou inibir a participação das pessoas.
Pela internet são veiculadas diversas informações (verdadeiras e falsas), que chegam quase instantaneamente, em tempo real, atingindo longas distâncias e para um contingente maior de pessoas. Esta avalanche de informações provoca nas pessoas sensações mais intensa com relação a determinados fatos. Elas podem construir conhecimentos equivocados, assim a violência e a falta de valores sociais, apesar de existentes, tomam proporções descomunais.
É preciso que os governantes foquem a educação para o uso consciente da mídia, com ênfase na internet, para estes novos tempos. As pessoas não podem acreditar que inibindo o acesso e o uso liberal dos meios de comunicação, estarão resolvendo problemas sociais. É preciso garantir que a educação esteja voltada ao que é ético, moral, humanizado, num contexto de uma sociedade globalizada
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Participação da comunidade na escola
por Eugênia Braga

A gestão participativa é uma proposta de administração que procura envolver toda a comunidade, inclusive a do entorno escolar,para que participe de forma efetiva. Assim as pessoas serão ouvidas e poderão propor mudanças, avaliar e atuar no âmbito escolar. Porém para que a comunidade possa participar será necessário que a gestão escolar seja descentralizada, sejam ampliados os espaços de autonomia, para que todos, que estão dentro da escola e para quem estiver do outro lado do muro, possam explicitar seus propósitos, propor metas e objetivos, vislumbrando caminhos para melhorar a atuação da escola.
A escola viva, a meu ver, é aquela percebida como necessária à comunidade evai além de cumprir diretrizes nacionais, normas, regulamentos, orientações curriculares e metodológicas de um sistema de ensino. Desta forma, a instituição escolar é percebida no dia a dia das pessoas, quer sejam alunos, professores, pais, mães, avós, tutelados e outras pessoas pertencentes à comunidade a qual a escola esteja inserida.
No cotidiano percebemos a escola pelo que vemos e ouvimos dela, às vezes notícias ruins que nos chocam, como os acidentes, brigas, preconceitos, bullying e outros; outras vezes ouvimos e vemos coisas boas, como sucesso de alunos nas diferentes etapas acadêmicas, eventos culturais que educam e divertem, professores competentes, alunos brilhantes, escolas organizadas e limpas; enfim, escola viva reflete a sua comunidade e nada mais inteligente que incluir a participação dos cidadãos do entorno escolar para participar de suas decisões e solucionar conflitos.
O Conselho Escolar é um colegiado constituído com amparo legal e oportuniza a realização de uma gestão democrática e participativa. Algumas cidades, como Jacareí, além da composição paritária de pais ou responsáveis de alunos, diretor da escola, docentes, pessoal de apoio técnico-educacional, alunos, incluírama participação da comunidade local, ampliando o processo de democratização e oferecendo à comunidade a participação efetiva.
Assim o que se ouve ou se fala fora da escola, será também ouvido e discutido dentro da escola. As pessoas precisam perceber este mecanismo de participação e dar a sua contribuição para a melhoria da qualidade de ensino da escola a qual fica próximo a sua residência, empresa ou instituição em que atua. Enfim, participar agora é dever de cidadão que pensa no bem comum e quer ver seu bairro cada vez melhor e mais valorizado, então: PARTICIPE!
Foto: Participação da comunidade na escola
por Eugênia Braga

A gestão participativa é uma proposta de administração que procura envolver toda a comunidade, inclusivea do entorno escolar,para que participe de forma efetiva. Assim as pessoas serão ouvidas e poderão propor mudanças, avaliar e atuar no âmbito escolar. Porém para que a comunidade possa participar será necessário que a gestão escolar seja descentralizada, sejam ampliados os espaços de autonomia, para que todos, que estão dentro da escola e para quem estiver do outro lado do muro, possam explicitar seus propósitos, propor metas e objetivos, vislumbrando caminhos para melhorar a atuação da escola. 
A escola viva, a meu ver, é aquela percebida como necessária à comunidade evai além de cumprir diretrizes nacionais, normas, regulamentos, orientações curriculares e metodológicas de um sistema de ensino. Desta forma, a instituição escolar é percebida no dia a dia das pessoas, quer sejam alunos, professores, pais, mães, avós, tutelados e outras pessoas pertencentes à comunidade a qual a escola esteja inserida. 
 No cotidiano percebemos a escola pelo que vemos e ouvimos dela, às vezes notícias ruins que nos chocam, como os acidentes, brigas, preconceitos, bullying e outros; outras vezes ouvimos e vemos coisas boas, como sucesso de alunos nas diferentes etapas acadêmicas, eventos culturais que educam e divertem, professores competentes, alunos brilhantes, escolas organizadas e limpas; enfim, escola viva reflete a sua comunidade e nada mais inteligente que incluir a participação dos cidadãos do entorno escolar para participar de suas decisões e solucionar conflitos.
 O Conselho Escolar é um colegiado constituído com amparo legal e oportuniza a realização de uma gestão democrática e participativa. Algumas cidades, como Jacareí, além da composição paritária de pais ou responsáveis de alunos, diretor da escola, docentes, pessoal de apoio técnico-educacional, alunos, incluírama participação da comunidade local, ampliando o processo de democratização e oferecendo à comunidade a participação efetiva.
Assim o que se ouve ou se fala fora da escola, será também ouvido e discutido dentro da escola. As pessoas precisam perceber este mecanismo de participação e dar a sua contribuição para a melhoria da qualidade de ensino da escola a qual fica próximo a sua residência, empresa ou instituição em que atua. Enfim, participar agora é dever de cidadão que pensa no bem comum e quer ver seu bairro cada vez melhor e mais valorizado, então: PARTICIPE!
Para quem gosta de crônica... esta é minha. Abraço.
Eugênia Braga - professora e jornalista.
Fazendo uma autoanálise percebo em mim as influências de conteúdos veiculados nas mídias, que de forma subliminar ou mais explícita, influenciaram meu comportamento e de muitas pessoas.
Cito como exemplo minha experiência recente ligada à Copa do Mundo. Antes da Copa ouvi e via notícias veiculadas à figura de Neymar, que aos poucos foram construindo imagens que o elevava a um patamar de superjogador, despertando ideia de que (desculpe-me a gíria) “era o cara”, não um simples “cara”... mas um novo fenômeno, um salvador da Pátria.
Para os menos entendidos de futebol como eu, ficou claro que sem ele no time não ganharíamos a Copa. Então aconteceu o inesperado, Neymar sofreu uma lesão e foi afastado dos jogos finais. Eu e muitos brasileiros ficamos desolados, certos que não haveria mais chance para o Brasil. Mas não é que o pior aconteceu?
Ao olhar a fisionomia dos jogadores, durante os jogos que sucederam ao afastamento de Neymar, parecia estar estampado em seus rostos o fracasso, o medo, a falta de confiança... Talvez o meu lado “obscuro”, aquele que Freud falou tanto, via assim: todos derrotados! O pior de tudo: a profecia confirmou, pois perdemos de “lavada”. Em dois jogos, o Brasil levou 10 gols.
Domingo, no final da Copa refleti sobre minhas ideias: por que criei uma imagem de “semideus” de Neymar? Por que me deixei levar pelas notícias de forma acrítica? Costumo ser crítica e atenta aos acontecimentos, mas parece que algumas formas de fazer notícia tem o poder de seduzir, como “canto de sereia”, levando-nos num determinado momento a criar fantasias e construir imagens que distanciam da razão, da lógica, embrenhando em sonhos... afinal o time não é de um só jogador e sim de onze homens que se especializaram para fazer o melhor em suas carreiras.
Ao ler os textos deste módulo fiquei refletindo e conclui que realmente o jornalismo tem poder de influenciar pessoas e, num descuido... também pratica o ilusionismo!