domingo, 3 de fevereiro de 2013

Escola: é importante planejar a inclusão de alunos com deficiência.


Quem irá colocar o sino no gato?
 Quando se fala em inclusão é o mesmo que falar que todos os alunos tem o mesmo direito ao atendimento escolar. A inclusão escolar está acontecendo com muitos desafios a serem vencidos e a atenção, de modo geral, concentra-se nos projetos educativos, reformas e adequações prediais para favorecer a acessibilidade.
É evidente que a maioria das escolas ainda não encontrou uma forma que efetive a inclusão. Dentre as causas apontadas, por estudiosos no assunto, ressalta a falta de orientação e formação dos professores com relação ao atendimento às diferentes deficiências. Para o sucesso da inclusão é necessário que o professor se sinta seguro e esteja apto a intervir de forma adequada, em cada situação.
Outro entrave, que permeia o âmbito escolar, é a falta de discussão aberta e ampla sobre a inclusão com a comunidade escolar, onde a idéia da segregação dos alunos em classes especiais, ainda é muito forte. E isto acontece muitas vezes porque falta um plano de ações eficiente para incluir determinado aluno na escola. Além do mais, muitos professores, por sentirem-se despreparados para ensinar, acabam por aderir às ideias da segregação do passado, enfraquecendo as ações inclusivas que costumam partir de instâncias administrativas superiores.
As ideias de inclusão e as ações devem ser previstas no planejamento, elaborado pela própria comunidade escolar, muito conhecida pelos professores de PPP – Projeto político-pedagógico –, onde é explicitada a dinâmica de atendimento aos alunos deficientes e tratada a inclusão de forma globalizante, respeitando as diferenças.
Um plano de atendimento ao aluno com deficiência tem que ser claro, bem definido, e contemplar inclusive qual a forma de capacitação, orientação e apoio ao professor. Deve ser construído pela própria escola, porque acredita-se que a comunidade escolar conhece melhor suas necessidades e tem condições de apresentar propostas eficazes.  Então, na hora do planejamento, o mais importante que o uso de terminologias pomposas é garantir a transformação de boas ideias e das palavras bonitas e rebuscadas em ações exeguíveis.
Na hora do planejamento para prever ações proativas a favor da inclusão, a parábola a seguir nos remete a uma boa reflexão. “Os ratos fizeram uma convenção e tiveram uma ótima ideia de colocar um sino no gato, para que todos percebessem a presença do felino e então se safar de um destino cruel. Todos aprovaram a proposta, porém um ratinho perguntou: -- quem irá colocar o sino no gato?” –  Não precisamos fazer esforço para saber no que deu a brilhante idéia.
É importante a participação na elaboração do PPP, dos professores, alunos e seus pais ou responsável e de todos que estejam diretamente ou indiretamente envolvidos nas ações escolares, transformando o planejamento num processo de reflexão-ação-reflexão, onde as ações são executáveis.
Eugênia Braga - Pedagoga,  especialista em Gestão, Orientação e Supervisão Escolar.