Baseado no modelo americano Paywall, a maioria dos grandes
jornais e revistas implantaram ou estão implantando um sistema que cobra o
acesso do internauta aos conteúdos dos sites jornalísticos, dentre os portais
que aderiram ao sistema estão o Estadão, Folha, Revista Veja, Nova Escola,
entre outros. O modelo de “paywall poroso”, àquele cujo acesso às notícias são
limitadas por um número “x”, que para continuar navegando do site noticioso, o
usuário é obrigado a fazer um cadastro e pagar assinatura mensal, é o mais
adotado e parece ter maior aceitação dos leitores, que estão migrando do jornal
impresso para o virtual.
Uma situação favorável, com a “barreira” do “paywall”, é o
fato de perceber que muitos jornalistas (diplomados e não-diplomados) se
acomodaram com as notícias já prontas, utilizando “Control V e Control C” criando “réplica” de notícia de um jornal para
outro jornal, espalhando a notícia sob um único viés – ótica da origem do
verdadeiro redator, às vezes repetindo equívocos de informação, com notícias
maliciosas ou não verdaeiras. Assim o “paywall” contribui para manter a ética,
de uma certa forma, e o respeito aos direitos autorais.
Um argumento contra e não menos forte sobre este sistema de
cobrança, é a possibilidade de ferir ideais democráticos, pelo fato das poucas
e fortes empresas, que mantém o controle das informações, tentarem manter a
hegemonia conquistada nas mídias tradicionais no espaço cibernético.
Há que se
considerar a necessidade de superação das dificuldades financeiras e dos
desafios que a internet e o a facilidade de acesso provocaram no mercado,
atingindo de forma incomum as empresas jornalísticas. Especialistas orientam
que as empresas de comunicação consideram: primeiro, aliar-se ao mundo virtual,
tais como sites e redes sociais, como muitas empresas jornalísticas estão
fazendo; segundo, não vender informação, pois elas devem ser democratizadas e
disponibilizadas a todos e a qualquer momento; terceiro, investir no espaço
virtual e no marketing empresarial, inclusive nas mídias tradicionais; quarto,
não perder o foco do jornalismo, com outra roupagem para o ciberjornalismo,
parafraseando as ideias de Katharine
Viner: a redefinição da relação do jornalista com sua audiência, da percepção
do papel do jornalista na sociedade e de seu status.
Jornalista e professora:
Eugenia Braga

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