quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Paywall ... cobrar acesso ao conteúdo jornalístico na internet virou moda.


Baseado no modelo americano Paywall, a maioria dos grandes jornais e revistas implantaram ou estão implantando um sistema que cobra o acesso do internauta aos conteúdos dos sites jornalísticos, dentre os portais que aderiram ao sistema estão o Estadão, Folha, Revista Veja, Nova Escola, entre outros. O modelo de “paywall poroso”, àquele cujo acesso às notícias são limitadas por um número “x”, que para continuar navegando do site noticioso, o usuário é obrigado a fazer um cadastro e pagar assinatura mensal, é o mais adotado e parece ter maior aceitação dos leitores, que estão migrando do jornal impresso para o virtual.
Uma situação favorável, com a “barreira” do “paywall”, é o fato de perceber que muitos jornalistas (diplomados e não-diplomados) se acomodaram com as notícias já prontas, utilizando “Control V e Control C”  criando “réplica” de notícia de um jornal para outro jornal, espalhando a notícia sob um único viés – ótica da origem do verdadeiro redator, às vezes repetindo equívocos de informação, com notícias maliciosas ou não verdaeiras. Assim o “paywall” contribui para manter a ética, de uma certa forma, e o respeito aos direitos autorais.
Um argumento contra e não menos forte sobre este sistema de cobrança, é a possibilidade de ferir ideais democráticos, pelo fato das poucas e fortes empresas, que mantém o controle das informações, tentarem manter a hegemonia conquistada nas mídias tradicionais no espaço cibernético.
            Há que se considerar a necessidade de superação das dificuldades financeiras e dos desafios que a internet e o a facilidade de acesso provocaram no mercado, atingindo de forma incomum as empresas jornalísticas. Especialistas orientam que as empresas de comunicação consideram: primeiro, aliar-se ao mundo virtual, tais como sites e redes sociais, como muitas empresas jornalísticas estão fazendo; segundo, não vender informação, pois elas devem ser democratizadas e disponibilizadas a todos e a qualquer momento; terceiro, investir no espaço virtual e no marketing empresarial, inclusive nas mídias tradicionais; quarto, não perder o foco do jornalismo, com outra roupagem para o ciberjornalismo, parafraseando as ideias de Katharine Viner: a redefinição da relação do jornalista com sua audiência, da percepção do papel do jornalista na sociedade e de seu status.

Jornalista e professora: Eugenia Braga

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