domingo, 26 de outubro de 2014

Programa de Fortalecimento dos Conselhos Escolares de Jacareí, agora com o apoio da Câmara Municipal

Tivemos um novo encontro (23/10/2014) dos Conselhos Escolares na Câmara, com a presença do Secretário de Educação João Roberto Costa de Souza, Vereadora Rose Gaspar e o Articulador do Programa Almir Santos Gonçalves, onde fomos informados que o Programa de Fortalecimento dos Conselhos Escolares terá acompanhamento daquela casa, pelo Gabinete da Vereadora Rose Gaspar.
O fortalecimento é uma necessidade para viabilizar a democracia, abrir espaço para debates sobre educação e por isso é importante que todos tomem conhecimento.
Eugênia Braga
Jornalista e Pedagoga

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Revista Trânsito, nº 20 - Jacareí/SP
Eugênia Braga
Não é impondo um ideal que se forma um cidadão!
A influência da mídia na Educação é um tema muito amplo e muito discutido em quase todas as áreas das ciências sociais. Sabe-se que é incontestável a influência das diferentes mídias – rádio, TV, revista, jornais, internet e outras – na vida das pessoas.
Inúmeros estudiosos no assunto abordam o tema e alertam para a necessidade das pessoas terem uma postura crítica diante de qualquer informação veiculada pelas mídias de massa – por estes equipamentos, entendemos – revistas, jornais, rádio, televisão, internet e outros.
Há inúmeras situações que poderiam ser citadas, de imediato relembro “as diretas já”, movimento que ocorreu na década de 80 e que foi fortalecido pelos meios de comunicação de massa. De inicio a mídia promoveu a sensibilização às causas democráticas, com depoimentos de artistas, políticos e lideres em geral. Em seguida houve uma articulação veiculada, por esses mesmos meios, reunindo multidão de pessoas, em diversas regiões, que num só coro exigiram a democracia por meio do voto direto, marcando o fim da ditadura e o inicio de um processo de democratização no país.
Com relação à era digital, temos recentemente os movimentos dos “black bloc” que se organizavam através das redes sociais e provocam, para alguns críticos, a desestabilização do atual sistema social e para outros, fomentam outros ideais de ação social,sociedade, cujos protestos tentam atingir a base da organização da sociedade de consumo, como por exemplos lojas e bancos.
Apoiar os atuais movimentos não deve ser um ato alienado, é necessário criticidade diante do assunto e conhecimento das causas. Uma boa formação acadêmica deveria dar conta disso, melhorando a visão de mundo do cidadão, para que ele faça escolhas conscientes e saiba agir de forma a respeitar as pessoas, suas crenças e suas reais necessidades de vida.
Não é impondo um ideal, que se forma cidadão, é preciso envolvê-lo num mundo de reflexões que só a Educação, com fundamentos epistemológicos – que valida o conhecimento –, dá conta de realizar. Investir em Educação é um fazer sobre bases de contradições, do certo e do errado, do ético e moral, do eu e nós... como propõe o grande educador Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia “fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando".

domingo, 27 de julho de 2014

Influência da notícia nas eleições.

Numa matéria de um grande jornal do estado de São Paulo,  publicada em 23 de julho deste ano, aborda uma denuncia contra o candidato à presidência do Brasil, Aécio Neves.
Segundo a notícia, Aércio desapropriou terrenos pertencentes à sua família, durante seu governo em Minas Gerais. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público e a denúncia caminha com levantamento dos acontecimentos das gestões de seus parentes políticos tais como seu avô, Tancredo Neves, e seu tio-avô, cunhado de Tancredo e dono do terreno que foi desapropriado por Aécio, para construção de um aeroporto.
O caso complica, pois envolve a fortuna da família de Aécio e os acertos políticos entre os governos, já que seu tio utilizou, segundo consta, verbas públicas, na década de 80, para abrir uma pista em sua fazenda, com o apoio do governador da época, Tancredo Neves.
Entre os “disse-me-disse” ou “é ou não é”, emerge da matéria uma intenção de fomentar uma discussão eleitoreira, levando o leitor a uma situação de julgamento com dados superficiais e contraditórios, justamente por tratar-se de um caso que ainda não está resolvido e parece estar longe de ser solucionado.
Um leitor mais crítico percebe na matéria, uma fonte de briga pela liderança política, semelhante a um cabo de guerra: por um lado os petistas (situação) puxam para enriquecer a máquina com mais votos; por outro lado, os tucanos puxam para se defender e segurar seus votos.

Eleição é isso? Qual a intenção deste tipo de notícia? Em época de eleições, o mercado jornalístico parece um campo minado, onde os leitores necessitam de informações congruentes e de uma postura crítica adequada, para não ser levado por uma maré de informações contundentes, tendenciosas e antiéticas.
Eugênia Braga
Jornalista e Pedagoga

terça-feira, 15 de julho de 2014

Meu artigo - revista nº 18 - maio/2014.
Política, Educação e Mídia
por Eugênia Braga

A mídia entendida como um conjunto de instituições que utiliza tecnologias específicas - rádio, televisão, papel impresso, computadores, celulares, internet, entre outras, para realizar a comunicação humana, ocupa espaço centralizado nas sociedades contemporâneas e está presente nas atividades humanas como na educação e na política.
Segundo Venício A. de Lima, jornalista e sociólogo, em matéria publicada na revista USP, sobre sete teses de mídia e política no Brasil, afirma que as pessoas tomam decisões no cotidiano por meio do conhecimento público, que é construído pelo contato com a mídia. Assim um importante papel da mídia é o de construir realidades através da representação da vida humana: branco/ negro, masculino/feminino; novo/velho, certo/errado, entre outros, formando opiniões.
A política, conforme Norberto Bobbio, citado na revista, introduz a política no espaço conceitual democrático como “governo do poder visível” ou “governo do poder público para o público”. Há uma relação direta e conveniente entre a política, como atividade pública visível, e a mídia, por tornar pública a própria política.
Existe uma tendência de culpar os veículos midiáticos pelas mazelas do mundo. Muitas pessoas, entre elas os políticos, voltam suas críticas mais inflamadas à internet, apontando-a como propulsora da desordem social, procurando formas de controlar ou inibir a participação das pessoas.
Pela internet são veiculadas diversas informações (verdadeiras e falsas), que chegam quase instantaneamente, em tempo real, atingindo longas distâncias e para um contingente maior de pessoas. Esta avalanche de informações provoca nas pessoas sensações mais intensa com relação a determinados fatos. Elas podem construir conhecimentos equivocados, assim a violência e a falta de valores sociais, apesar de existentes, tomam proporções descomunais.
É preciso que os governantes foquem a educação para o uso consciente da mídia, com ênfase na internet, para estes novos tempos. As pessoas não podem acreditar que inibindo o acesso e o uso liberal dos meios de comunicação, estarão resolvendo problemas sociais. É preciso garantir que a educação esteja voltada ao que é ético, moral, humanizado, num contexto de uma sociedade globalizada
31