domingo, 18 de agosto de 2013

Educai as crianças... para o Mundo Virtual.

        Estamos vivendo numa época de importantes movimentos sociais e compondo uma nova ordem social caracterizada pelos meios de comunicação e acesso fácil às informações. A Internet é o foco, pois possibilita o acesso à informação em tempo real, mantendo-a em tempo indeterminado, possibilitando a construção de conhecimentos de forma mais ampla e abrangente. Basta ter uma máquina conectada para ter acesso a informação de qualquer natureza e aí está a grande preocupação da família e da escola.
A Educação é comparada a um caleidoscópio, que segundo a Wikipédia (enciclopédia livre virtual) é formado por um pequeno tubo, com pequenos pedaços de vidro coloridos, que com o reflexo da luz, apresentam, a cada movimento, combinações variadas e imagens simétricas, interessantes e prazerosas de serem olhadas. Assim é a educação: as informações, iguais aos pedaços coloridos, passam pela luz – que neste caso é comparada com a nossa capacidade de refletir –, criam novas formas de pensamentos que geram conhecimentos e nos proporcionam o prazer da aprendizagem das coisas que são interessantes à vida.
Nesta perspectiva a Internet é uma ferramenta social muito importante para a aprendizagem, sendo de interesse da escola em tê-la como aliada. Contudo ela vai além dos interesses escolares, sendo usada para o entretenimento (jogos, bate-papos, blogs e outros) criando novos hábitos de brincar, principalmente entre as crianças.  Assim, unindo o prazer de conhecer, de criar conhecimentos, de aprender e de se divertir e considerando que a Internet é o mundo real numa forma virtual, as crianças e adolescentes estão cada vez mais vulneráveis a modelos de vida que não condizem com a formação familiar e escolar.
Não há forma efetiva de controle do acesso das crianças e dos adolescentes a qualquer conteúdo na Internet. São veiculados conteúdos impróprios para determinadas idades, propostas de vida complexas, valores sociais deturpados, exemplificando: vídeos pornográficos, seitas e misticismos variados, formação de grupos e gangues e outros. Também na busca de assuntos científicos e em formas de entretenimentos, as crianças acabam tirando conclusões equivocadas com bases nas características do pensamento infantil, dificultando a compreensão da realidade. Assim posto, diante do mundo virtual toda a criança e adolescente – às vezes, até os adultos – precisam de orientações de pessoas mais experientes para entender o conteúdo nos quais foram expostos.
. A orientação é que os pais e responsáveis estejam juntos para aconselhar, orientar ou mesmo bloquear certos assuntos. Assim como na vida, quando saímos para um passeio, não devemos ficar atentos às crianças e ir orientando-as e aconselhando durante todo o tempo? Na Internet também devemos acompanhar os “passeios” das crianças no mundo virtual. O problema é organizar o tempo para isso... quem sabe dessa necessidade de acompanhamento, já existam estudos ou mesmo uma ferramenta “educadora”, uma Rose, aquela do desenho da “Família Jetson”, que tenha condições de fazer este acompanhamento, reconhecendo e orientando as crianças enquanto os pais estão fora de casa.

 Maria  Eugênia - pedagoga e jornalista
eugeniabraga@bol.com.br

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