Estamos
vivendo numa época de importantes movimentos sociais e compondo uma nova ordem
social caracterizada pelos meios de comunicação e acesso fácil às informações.
A Internet é o foco, pois possibilita o acesso à informação em tempo real,
mantendo-a em tempo indeterminado, possibilitando a construção de conhecimentos
de forma mais ampla e abrangente. Basta ter uma máquina conectada para ter
acesso a informação de qualquer natureza e aí está a grande preocupação da
família e da escola.
A Educação é
comparada a um caleidoscópio, que segundo a Wikipédia (enciclopédia livre
virtual) é formado por um pequeno tubo, com pequenos pedaços de vidro
coloridos, que com o reflexo da luz, apresentam, a cada movimento, combinações
variadas e imagens simétricas, interessantes e prazerosas de serem olhadas.
Assim é a educação: as informações, iguais aos pedaços coloridos, passam pela
luz – que neste caso é comparada com a nossa capacidade de refletir –, criam
novas formas de pensamentos que geram conhecimentos e nos proporcionam o prazer
da aprendizagem das coisas que são interessantes à vida.
Nesta
perspectiva a Internet é uma ferramenta social muito importante para a
aprendizagem, sendo de interesse da escola em tê-la como aliada. Contudo ela
vai além dos interesses escolares, sendo usada para o entretenimento (jogos,
bate-papos, blogs e outros) criando novos hábitos de brincar, principalmente
entre as crianças. Assim, unindo o
prazer de conhecer, de criar conhecimentos, de aprender e de se divertir e
considerando que a Internet é o mundo real numa forma virtual, as crianças e
adolescentes estão cada vez mais vulneráveis a modelos de vida que não condizem
com a formação familiar e escolar.
Não há forma
efetiva de controle do acesso das crianças e dos adolescentes a qualquer
conteúdo na Internet. São veiculados conteúdos impróprios para determinadas
idades, propostas de vida complexas, valores sociais deturpados, exemplificando:
vídeos pornográficos, seitas e misticismos variados, formação de grupos e
gangues e outros. Também na busca de assuntos científicos e em formas de entretenimentos,
as crianças acabam tirando conclusões equivocadas com bases nas características
do pensamento infantil, dificultando a compreensão da realidade. Assim posto,
diante do mundo virtual toda a criança e adolescente – às vezes, até os adultos
– precisam de orientações de pessoas mais experientes para entender o conteúdo
nos quais foram expostos.
. A
orientação é que os pais e responsáveis estejam juntos para aconselhar,
orientar ou mesmo bloquear certos assuntos. Assim como na vida, quando saímos
para um passeio, não devemos ficar atentos às crianças e ir orientando-as e
aconselhando durante todo o tempo? Na Internet também devemos acompanhar os
“passeios” das crianças no mundo virtual. O problema é organizar o tempo para
isso... quem sabe dessa necessidade de acompanhamento, já existam estudos ou
mesmo uma ferramenta “educadora”, uma Rose, aquela do desenho da “Família
Jetson”, que tenha condições de fazer este acompanhamento, reconhecendo e
orientando as crianças enquanto os pais estão fora de casa.
eugeniabraga@bol.com.br
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