terça-feira, 26 de agosto de 2014

Revista Trânsito, nº 20 - Jacareí/SP
Eugênia Braga
Não é impondo um ideal que se forma um cidadão!
A influência da mídia na Educação é um tema muito amplo e muito discutido em quase todas as áreas das ciências sociais. Sabe-se que é incontestável a influência das diferentes mídias – rádio, TV, revista, jornais, internet e outras – na vida das pessoas.
Inúmeros estudiosos no assunto abordam o tema e alertam para a necessidade das pessoas terem uma postura crítica diante de qualquer informação veiculada pelas mídias de massa – por estes equipamentos, entendemos – revistas, jornais, rádio, televisão, internet e outros.
Há inúmeras situações que poderiam ser citadas, de imediato relembro “as diretas já”, movimento que ocorreu na década de 80 e que foi fortalecido pelos meios de comunicação de massa. De inicio a mídia promoveu a sensibilização às causas democráticas, com depoimentos de artistas, políticos e lideres em geral. Em seguida houve uma articulação veiculada, por esses mesmos meios, reunindo multidão de pessoas, em diversas regiões, que num só coro exigiram a democracia por meio do voto direto, marcando o fim da ditadura e o inicio de um processo de democratização no país.
Com relação à era digital, temos recentemente os movimentos dos “black bloc” que se organizavam através das redes sociais e provocam, para alguns críticos, a desestabilização do atual sistema social e para outros, fomentam outros ideais de ação social,sociedade, cujos protestos tentam atingir a base da organização da sociedade de consumo, como por exemplos lojas e bancos.
Apoiar os atuais movimentos não deve ser um ato alienado, é necessário criticidade diante do assunto e conhecimento das causas. Uma boa formação acadêmica deveria dar conta disso, melhorando a visão de mundo do cidadão, para que ele faça escolhas conscientes e saiba agir de forma a respeitar as pessoas, suas crenças e suas reais necessidades de vida.
Não é impondo um ideal, que se forma cidadão, é preciso envolvê-lo num mundo de reflexões que só a Educação, com fundamentos epistemológicos – que valida o conhecimento –, dá conta de realizar. Investir em Educação é um fazer sobre bases de contradições, do certo e do errado, do ético e moral, do eu e nós... como propõe o grande educador Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia “fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando".

domingo, 27 de julho de 2014

Influência da notícia nas eleições.

Numa matéria de um grande jornal do estado de São Paulo,  publicada em 23 de julho deste ano, aborda uma denuncia contra o candidato à presidência do Brasil, Aécio Neves.
Segundo a notícia, Aércio desapropriou terrenos pertencentes à sua família, durante seu governo em Minas Gerais. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público e a denúncia caminha com levantamento dos acontecimentos das gestões de seus parentes políticos tais como seu avô, Tancredo Neves, e seu tio-avô, cunhado de Tancredo e dono do terreno que foi desapropriado por Aécio, para construção de um aeroporto.
O caso complica, pois envolve a fortuna da família de Aécio e os acertos políticos entre os governos, já que seu tio utilizou, segundo consta, verbas públicas, na década de 80, para abrir uma pista em sua fazenda, com o apoio do governador da época, Tancredo Neves.
Entre os “disse-me-disse” ou “é ou não é”, emerge da matéria uma intenção de fomentar uma discussão eleitoreira, levando o leitor a uma situação de julgamento com dados superficiais e contraditórios, justamente por tratar-se de um caso que ainda não está resolvido e parece estar longe de ser solucionado.
Um leitor mais crítico percebe na matéria, uma fonte de briga pela liderança política, semelhante a um cabo de guerra: por um lado os petistas (situação) puxam para enriquecer a máquina com mais votos; por outro lado, os tucanos puxam para se defender e segurar seus votos.

Eleição é isso? Qual a intenção deste tipo de notícia? Em época de eleições, o mercado jornalístico parece um campo minado, onde os leitores necessitam de informações congruentes e de uma postura crítica adequada, para não ser levado por uma maré de informações contundentes, tendenciosas e antiéticas.
Eugênia Braga
Jornalista e Pedagoga

terça-feira, 15 de julho de 2014

Meu artigo - revista nº 18 - maio/2014.
Política, Educação e Mídia
por Eugênia Braga

A mídia entendida como um conjunto de instituições que utiliza tecnologias específicas - rádio, televisão, papel impresso, computadores, celulares, internet, entre outras, para realizar a comunicação humana, ocupa espaço centralizado nas sociedades contemporâneas e está presente nas atividades humanas como na educação e na política.
Segundo Venício A. de Lima, jornalista e sociólogo, em matéria publicada na revista USP, sobre sete teses de mídia e política no Brasil, afirma que as pessoas tomam decisões no cotidiano por meio do conhecimento público, que é construído pelo contato com a mídia. Assim um importante papel da mídia é o de construir realidades através da representação da vida humana: branco/ negro, masculino/feminino; novo/velho, certo/errado, entre outros, formando opiniões.
A política, conforme Norberto Bobbio, citado na revista, introduz a política no espaço conceitual democrático como “governo do poder visível” ou “governo do poder público para o público”. Há uma relação direta e conveniente entre a política, como atividade pública visível, e a mídia, por tornar pública a própria política.
Existe uma tendência de culpar os veículos midiáticos pelas mazelas do mundo. Muitas pessoas, entre elas os políticos, voltam suas críticas mais inflamadas à internet, apontando-a como propulsora da desordem social, procurando formas de controlar ou inibir a participação das pessoas.
Pela internet são veiculadas diversas informações (verdadeiras e falsas), que chegam quase instantaneamente, em tempo real, atingindo longas distâncias e para um contingente maior de pessoas. Esta avalanche de informações provoca nas pessoas sensações mais intensa com relação a determinados fatos. Elas podem construir conhecimentos equivocados, assim a violência e a falta de valores sociais, apesar de existentes, tomam proporções descomunais.
É preciso que os governantes foquem a educação para o uso consciente da mídia, com ênfase na internet, para estes novos tempos. As pessoas não podem acreditar que inibindo o acesso e o uso liberal dos meios de comunicação, estarão resolvendo problemas sociais. É preciso garantir que a educação esteja voltada ao que é ético, moral, humanizado, num contexto de uma sociedade globalizada
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Participação da comunidade na escola
por Eugênia Braga

A gestão participativa é uma proposta de administração que procura envolver toda a comunidade, inclusive a do entorno escolar,para que participe de forma efetiva. Assim as pessoas serão ouvidas e poderão propor mudanças, avaliar e atuar no âmbito escolar. Porém para que a comunidade possa participar será necessário que a gestão escolar seja descentralizada, sejam ampliados os espaços de autonomia, para que todos, que estão dentro da escola e para quem estiver do outro lado do muro, possam explicitar seus propósitos, propor metas e objetivos, vislumbrando caminhos para melhorar a atuação da escola.
A escola viva, a meu ver, é aquela percebida como necessária à comunidade evai além de cumprir diretrizes nacionais, normas, regulamentos, orientações curriculares e metodológicas de um sistema de ensino. Desta forma, a instituição escolar é percebida no dia a dia das pessoas, quer sejam alunos, professores, pais, mães, avós, tutelados e outras pessoas pertencentes à comunidade a qual a escola esteja inserida.
No cotidiano percebemos a escola pelo que vemos e ouvimos dela, às vezes notícias ruins que nos chocam, como os acidentes, brigas, preconceitos, bullying e outros; outras vezes ouvimos e vemos coisas boas, como sucesso de alunos nas diferentes etapas acadêmicas, eventos culturais que educam e divertem, professores competentes, alunos brilhantes, escolas organizadas e limpas; enfim, escola viva reflete a sua comunidade e nada mais inteligente que incluir a participação dos cidadãos do entorno escolar para participar de suas decisões e solucionar conflitos.
O Conselho Escolar é um colegiado constituído com amparo legal e oportuniza a realização de uma gestão democrática e participativa. Algumas cidades, como Jacareí, além da composição paritária de pais ou responsáveis de alunos, diretor da escola, docentes, pessoal de apoio técnico-educacional, alunos, incluírama participação da comunidade local, ampliando o processo de democratização e oferecendo à comunidade a participação efetiva.
Assim o que se ouve ou se fala fora da escola, será também ouvido e discutido dentro da escola. As pessoas precisam perceber este mecanismo de participação e dar a sua contribuição para a melhoria da qualidade de ensino da escola a qual fica próximo a sua residência, empresa ou instituição em que atua. Enfim, participar agora é dever de cidadão que pensa no bem comum e quer ver seu bairro cada vez melhor e mais valorizado, então: PARTICIPE!
Foto: Participação da comunidade na escola
por Eugênia Braga

A gestão participativa é uma proposta de administração que procura envolver toda a comunidade, inclusivea do entorno escolar,para que participe de forma efetiva. Assim as pessoas serão ouvidas e poderão propor mudanças, avaliar e atuar no âmbito escolar. Porém para que a comunidade possa participar será necessário que a gestão escolar seja descentralizada, sejam ampliados os espaços de autonomia, para que todos, que estão dentro da escola e para quem estiver do outro lado do muro, possam explicitar seus propósitos, propor metas e objetivos, vislumbrando caminhos para melhorar a atuação da escola. 
A escola viva, a meu ver, é aquela percebida como necessária à comunidade evai além de cumprir diretrizes nacionais, normas, regulamentos, orientações curriculares e metodológicas de um sistema de ensino. Desta forma, a instituição escolar é percebida no dia a dia das pessoas, quer sejam alunos, professores, pais, mães, avós, tutelados e outras pessoas pertencentes à comunidade a qual a escola esteja inserida. 
 No cotidiano percebemos a escola pelo que vemos e ouvimos dela, às vezes notícias ruins que nos chocam, como os acidentes, brigas, preconceitos, bullying e outros; outras vezes ouvimos e vemos coisas boas, como sucesso de alunos nas diferentes etapas acadêmicas, eventos culturais que educam e divertem, professores competentes, alunos brilhantes, escolas organizadas e limpas; enfim, escola viva reflete a sua comunidade e nada mais inteligente que incluir a participação dos cidadãos do entorno escolar para participar de suas decisões e solucionar conflitos.
 O Conselho Escolar é um colegiado constituído com amparo legal e oportuniza a realização de uma gestão democrática e participativa. Algumas cidades, como Jacareí, além da composição paritária de pais ou responsáveis de alunos, diretor da escola, docentes, pessoal de apoio técnico-educacional, alunos, incluírama participação da comunidade local, ampliando o processo de democratização e oferecendo à comunidade a participação efetiva.
Assim o que se ouve ou se fala fora da escola, será também ouvido e discutido dentro da escola. As pessoas precisam perceber este mecanismo de participação e dar a sua contribuição para a melhoria da qualidade de ensino da escola a qual fica próximo a sua residência, empresa ou instituição em que atua. Enfim, participar agora é dever de cidadão que pensa no bem comum e quer ver seu bairro cada vez melhor e mais valorizado, então: PARTICIPE!
Para quem gosta de crônica... esta é minha. Abraço.
Eugênia Braga - professora e jornalista.
Fazendo uma autoanálise percebo em mim as influências de conteúdos veiculados nas mídias, que de forma subliminar ou mais explícita, influenciaram meu comportamento e de muitas pessoas.
Cito como exemplo minha experiência recente ligada à Copa do Mundo. Antes da Copa ouvi e via notícias veiculadas à figura de Neymar, que aos poucos foram construindo imagens que o elevava a um patamar de superjogador, despertando ideia de que (desculpe-me a gíria) “era o cara”, não um simples “cara”... mas um novo fenômeno, um salvador da Pátria.
Para os menos entendidos de futebol como eu, ficou claro que sem ele no time não ganharíamos a Copa. Então aconteceu o inesperado, Neymar sofreu uma lesão e foi afastado dos jogos finais. Eu e muitos brasileiros ficamos desolados, certos que não haveria mais chance para o Brasil. Mas não é que o pior aconteceu?
Ao olhar a fisionomia dos jogadores, durante os jogos que sucederam ao afastamento de Neymar, parecia estar estampado em seus rostos o fracasso, o medo, a falta de confiança... Talvez o meu lado “obscuro”, aquele que Freud falou tanto, via assim: todos derrotados! O pior de tudo: a profecia confirmou, pois perdemos de “lavada”. Em dois jogos, o Brasil levou 10 gols.
Domingo, no final da Copa refleti sobre minhas ideias: por que criei uma imagem de “semideus” de Neymar? Por que me deixei levar pelas notícias de forma acrítica? Costumo ser crítica e atenta aos acontecimentos, mas parece que algumas formas de fazer notícia tem o poder de seduzir, como “canto de sereia”, levando-nos num determinado momento a criar fantasias e construir imagens que distanciam da razão, da lógica, embrenhando em sonhos... afinal o time não é de um só jogador e sim de onze homens que se especializaram para fazer o melhor em suas carreiras.
Ao ler os textos deste módulo fiquei refletindo e conclui que realmente o jornalismo tem poder de influenciar pessoas e, num descuido... também pratica o ilusionismo!