Um excelente material para saber mais sobre a violência na escola.
http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001339/133967por.pdf
domingo, 12 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Educar considerando o livre-arbítrio.
Segundo
o dicionário Aurélio, livre-arbítrio é a liberdade que o homem tem para agir
conforme a própria vontade, também o mesmo que autodeterminação. Na Wikipédia,
enciclopédia digital, livre arbítrio
é a capacidade de escolha pela vontade humana entre o bem e o mal, entre o
certo e o errado, conscientemente conhecidos, sendo crença religiosa ou uma
proposta filosófica.
Para
Santo Agostinho, obra do ano de 395 – De Libero Arbítrio – o livre-arbítrio está
ligado a escolha do bem ou do mal. Para a filosofia, o livre-arbítrio tem
origem no Determinismo que defende que todos os acontecimentos são causados por
fatos anteriores, sendo assim entendido
que o indivíduo faz exatamente aquilo que tinha que fazer, seus atos são suas
vontades, relacionadas ou ligadas a causas internas ou externas à pessoa.
A Revista
Veja (abril/acervo digital) surpreendeu muita gente, com a notícia de que os neurocientistas
realizaram, recentemente, pesquisas que sugerem que o que cremos como escolhas
conscientes são decisões tomadas pelo cérebro. Eles defendem a tese de que o
órgão toma decisões antes mesmo de pensarmos nelas. Assim o cérebro é comparado
a um “computador de carne”, causando muita polêmica no meio científico.
Nesta discussão
sobre o livre-arbítrio, não deixam de existir aqueles que acreditam que o
destino está escrito nas estrelas, é ditado por Deus, pelos instintos, ou pelos
condicionamentos sociais.
Refletindo
sobre essas ideias, levo para a Educação (da escola e da família) o fato de
termos cada vez mais de nos preocuparmos com nossas crianças e adolescentes,
que estão cada vez mais vulneráveis às informações diversas que estimulam o
cérebro a pensar e criar formas de conhecimentos que muitas vezes não são
percebidos pelos adultos que o educam.
Pior que
a ignorância do educador é o fato de tais conhecimentos, construídos pelas
crianças e adolescentes, estejam sob bases de valores longe dos ideais
solidários, fraternos, democráticos e humanos. Educar para o amor, para a
resolução de conflitos, para o resgate à vida social, parece ser tarefa só dos
religiosos, mas não é! É tarefa de todos.
Onde
entra o livre-arbítrio? Entra na clareza que devemos ter que todos, inclusive
as crianças e bebês, tomam decisões embasadas em seu modo de ver e sentir o
mundo e somos nós educadores que temos que dar subsídios para que sejam construídos
conhecimentos compatíveis com a convivência social, embasados no respeito às
diferenças, à religião, às diferenças culturais de forma a conciliar o que
cremos e queremos com o outro.
Educar
neste sentido é considerar que tudo que fazemos, falamos e transmitimos com
nossos gestos e trejeitos, são percebidos pela criança e muitas vezes
considerados, por elas, como modelo a ser seguido. Vale pensar: até que ponto o
nosso livre-arbítrio está a favor de uma boa educação?
Maria Eugênia - Professora e Jornalista (Revista Trânsito Aberto)
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Educar... tarefa para muitos!
Educar para a esperança de dias melhores é um
desafio para qualquer educador. Pais, mães, professores, tutores e pessoas que
cuidam de crianças ficam impotentes diante de comportamentos, que requerem
intervenções para mudança comportamental adequada ao convívio social.
Fatos marcantes aconteceram recentemente em
que uma família foi supostamente morta por um membro adolescente. Uma pergunta
inquietante: ninguém havia percebido algo ameaçador no comportamento do
adolescente?
Vem se falando de bullyng, um tipo de
violência psicológica que assombra crianças e adolescentes, tanto na escola
quanto no meio familiar e que muitas vezes é apontado como desencadeador de
comportamentos não aceitos socialmente. Outros fatores como psicose e
distúrbios neuronais também entram neste cenário. Aliás, poderíamos enumerar
quantos fatores provocariam comportamentos inadequados do ponto de vista
social.
Viver em sociedade é uma condição de
sobrevivência, é característica humana e cultural, qualquer comportamento que
não contribua para o bom convívio, é um comportamento inadequado. É importante
identificar os comportamentos inadequados e buscar, com afinco, as suas causas
e consequências, a fim de promover o convívio harmonioso do sujeito em seu meio
social.
Cabe aos profissionais, principalmente da
Saúde e da Educação, conciliar métodos educativos e medicamentos, trabalhando
em conjunto. Escola, família, médicos e terapeutas precisam de um trabalho
integrado, comungar ideias e dividir responsabilidades sobre determinados casos
que envolvam comportamentos sociais. O que se vê é professores solitários, cuja
didática está desvinculada do contexto patológico, numa inércia excludente, por
ignorância que justifica a sua função.
Professor não é terapeuta, não é sociólogo,
não é fonoaudiólogo, não é médico. Professor trabalha com indivíduos que muitas
vezes precisam destes especialistas, como também necessitam de respaldo deles.
Um processo educacional, emergente, que vai além de “dar aula”, ensina coisas
úteis para a vida e principalmente para o bem estar do indivíduo e do seu
entorno.
Uma proposta educativa engajada com uma
equipe de profissionais de diferentes áreas, talvez não evitasse algumas
mazelas humanas, mas com certeza daria resposta à sociedade, sem ficar nos
“achismos” e nas controvérsias das falas de muitos, contrapondo a poucas falas
daqueles que lidam com as crianças e com os adolescentes.
O MEC há tempos sinaliza para que os governos
criem centros de atendimentos multiprofissionais para crianças e jovens. Isso
parece não ter caído no entendimento, ainda. As crianças e adolescentes são
nossa responsabilidade, não podemos ficar sem respostas às perguntas que cabem
à Educação e à Saúde.
Eugênia Braga - pedagoga e jornalista da revista regional "Trânsito Aberto".
domingo, 18 de agosto de 2013
Educai as crianças... para o Mundo Virtual.
Estamos
vivendo numa época de importantes movimentos sociais e compondo uma nova ordem
social caracterizada pelos meios de comunicação e acesso fácil às informações.
A Internet é o foco, pois possibilita o acesso à informação em tempo real,
mantendo-a em tempo indeterminado, possibilitando a construção de conhecimentos
de forma mais ampla e abrangente. Basta ter uma máquina conectada para ter
acesso a informação de qualquer natureza e aí está a grande preocupação da
família e da escola.
A Educação é
comparada a um caleidoscópio, que segundo a Wikipédia (enciclopédia livre
virtual) é formado por um pequeno tubo, com pequenos pedaços de vidro
coloridos, que com o reflexo da luz, apresentam, a cada movimento, combinações
variadas e imagens simétricas, interessantes e prazerosas de serem olhadas.
Assim é a educação: as informações, iguais aos pedaços coloridos, passam pela
luz – que neste caso é comparada com a nossa capacidade de refletir –, criam
novas formas de pensamentos que geram conhecimentos e nos proporcionam o prazer
da aprendizagem das coisas que são interessantes à vida.
Nesta
perspectiva a Internet é uma ferramenta social muito importante para a
aprendizagem, sendo de interesse da escola em tê-la como aliada. Contudo ela
vai além dos interesses escolares, sendo usada para o entretenimento (jogos,
bate-papos, blogs e outros) criando novos hábitos de brincar, principalmente
entre as crianças. Assim, unindo o
prazer de conhecer, de criar conhecimentos, de aprender e de se divertir e
considerando que a Internet é o mundo real numa forma virtual, as crianças e
adolescentes estão cada vez mais vulneráveis a modelos de vida que não condizem
com a formação familiar e escolar.
Não há forma
efetiva de controle do acesso das crianças e dos adolescentes a qualquer
conteúdo na Internet. São veiculados conteúdos impróprios para determinadas
idades, propostas de vida complexas, valores sociais deturpados, exemplificando:
vídeos pornográficos, seitas e misticismos variados, formação de grupos e
gangues e outros. Também na busca de assuntos científicos e em formas de entretenimentos,
as crianças acabam tirando conclusões equivocadas com bases nas características
do pensamento infantil, dificultando a compreensão da realidade. Assim posto,
diante do mundo virtual toda a criança e adolescente – às vezes, até os adultos
– precisam de orientações de pessoas mais experientes para entender o conteúdo
nos quais foram expostos.
. A
orientação é que os pais e responsáveis estejam juntos para aconselhar,
orientar ou mesmo bloquear certos assuntos. Assim como na vida, quando saímos
para um passeio, não devemos ficar atentos às crianças e ir orientando-as e
aconselhando durante todo o tempo? Na Internet também devemos acompanhar os
“passeios” das crianças no mundo virtual. O problema é organizar o tempo para
isso... quem sabe dessa necessidade de acompanhamento, já existam estudos ou
mesmo uma ferramenta “educadora”, uma Rose, aquela do desenho da “Família
Jetson”, que tenha condições de fazer este acompanhamento, reconhecendo e
orientando as crianças enquanto os pais estão fora de casa.
eugeniabraga@bol.com.br
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